sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Aliens (ou vida extraterrestre) II

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Nem tudo no mundo da divulgação científica são notícias, citações e referências e debates sérios.


Ludus est necessarius ad conversationem humanae vitae.
- Tomás de Aquino



Continuação de: Aliens (ou vida extraterrestre) I


Os Planetas, o Substrato à Vida

Consideramos anteriormente a presença de vida em corpos  celestes de pequena massa, mas não consideramos lá sua formação.

Na verdade, eu desconsidero a possível formação de vida em corpos de pequena massa, logo pequena gravidade, por vários fatores: impossibilidade de se formarem grandes massas de voláteis (fundamentalmente, gravidade); os gases para formar as moléculas bioquímicas (só se tem grandes quantidades de qualquer coisa numa atmosfera qundo se tem grande atmosfera), os fenômenos elétricos atmosféricos para propiciar estas reações (só possíveis numa grande atmosfera), os "geologismos" para reagí-los e complexá-los (incluindo marés em oceanos), a escala de todos estes reagentes para tudo propiciar.


Para formas de vida complexas, o problema ainda é maior. Complexidade, na verdade, implica em fragilidade - é mais fácil matar um elefante que uma colônia de bactérias numa lata de atum, em morrer-se fácil sob pequenas mudanças de condições - um grande felino como o leão morre num clima frio rapidamente, por hipotermia, e lá estão bactérias na Antártica. Só temos extremófilos simples, e jamais existiu sequer um mínimo verme que viva em água fervente, ou um exótico artrópode que viva na presença de determinadas atmosferas. Temos até peixes que vivem em águas quentes e ditas tóxicas*, mas sempre há limites para animais e plantas complexas, e em toda a história da vida, coisa alguma muito diferente de determinados limites a Paleontologia tem mostrado.

* Ver Poecilia sulphuraria, em Pérolas, peixes, pH, dilúvio e uma dita tautologia I - O inconstante meio

Claro que aqui, colocaria satélites de grande porte, e nisto, o filme Avatar ousou e digo que acertou com sua Pandora, pois devemos sempre ter em vista que temos no nosso sistema solar satélite maior que Mercúrio, Ganímedes, de Júpiter. Embora um problema a tratar-se seria a incidência de fortíssimo campo magnético, que por si não é nocivo a vida, mas que é nocivo à vida indiretamente pois faz o satélite ser bombardeado com radiações oriundas do vento estelar.

Mas notemos que o tamanho do satélite não é o que garante sua atmosfera, como percebemos já com Ganimedes e Titã, de Saturno.


mexicanskies.com

Ainda não podemos afirmar que grandes planetas rochosos, em tamanho e massa como Vênus se formem ao redor de gigantes gasosos, pois a própria composição de nossos satélites de gasosos já aponta para outras características, mas nem só de acreção vive a formação planetária e de seus satélites, mas também de captura.

Uma probabilidade que corajosamente coloco é que da mesma maneira que formamo-nos com nossa Lua no impacto de uma proto-Terra menor que a Terra e de um irmão de Marte, Theia, em tamanho, segundo apontam todas as evidências e modelos, talvez exista por aí, e em breve descobriremos não só a existência mas a taxa, proto-super-Terras que colidiram e produziram uma super-Terra e um satélite do mesmo tamanho (ou aproximado, lógico) da Terra, que mantenha sua atmosfera, passe por marés e síntese em sua grande e densa atmosfera e hoje seja uma "lua" habitada, sem sofrer com campos magnéticos e auroras, entenda-se o termo, radioativas.

Quanto a atmosfera, a própria Titã já nos mostra que agregar uma grande  densa atmosfera não é por si solução para o propício à vida, pois um excesso de hidrocarbonetos me parece propiciar um ambiente não muito reativo, ainda que este satélite mesmo já nos mostre que uma certa atividade química sempre ocorre, mesmo naquelas temperturas e nauela homogeneidade de poucas substâncias polares e reativas, como, como exemplar contrapartida, mostra-se Vênus, apenas inadequado nestas variáveis pelo seu incinerador efeito estufa .

Dentro do enorme zoológico que são os corpos celestes, como hoje sabemos, e mais variado ainda os comportamentos orbitais, tudo é possível no astrofísico e seu espectro.


O otimista acha este o melhor dos mundos. O pessimista tem absoluta certeza disso.  - Karl Kraus (1874 - 1936, escritor austríaco)


Recomendo:


E mais ainda um comentário, que destaco:

A ideia é cativante. No entanto, pelo modernos modelos de formação planetária, se crê que gigantes gasosos se formam sempre do lado de fora da chamada "linha do gelo", a parte periférica de sistemas planetários, onde há escassez de elementos pesados, essenciais tanto para o surgimento como para a manutenção de sistemas vitais. - Herberti




Estrelas Abundantes

Distribuiç​ão de estrelas por massa e favoráveis à vida - referências:

The Distribution of Stars Most Likely to Harbor Intelligent Life
http://www.ucs.louisiana.edu/~dpw9254/distribution.pdf

ON THE MASS DISTRIBUTION OF STARS IN THE SOLAR NEIGHBOURHOOD
http://www.doiserbia.nb.rs/img/doi/1450-698X/2006/1450-698X0672017N.pdf

De onde tiro:

Mass interval     Number of stars      Fraction
0.1 - 0.5                   368                   0.0400
0.5 - 1.0                   2531                 0.2700

Em breve continuo...

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