quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Aliens (ou vida extraterrestre) III




Algumas observações em minhas discussões sobre vida extraterrestre.




Sou um defensor com unhas, dentes e mais um bocado de química de que a vida seja uma característica absolutamente trivial no universo, tanto quanto água formar belos cristais.


Mas...

Também afirmo com segurança que dentre todos os milhões de táxons da vida na Terra, só o nosso produziu processo civilizatório (e cá entre nós, sem mesmo este ser grandes coisas).

Assim, acho arriscada toda a afirmação por "vida inteligente" e "civilizações".
Para uma posição sólida, mas um tanto distante da minha:





Equação de Drake

Tenho de confessar pela enésima vez: o artigo - como muitíssimos outros - da Wiki em inglês causa-me inveja.



Merece uma caprichada tradução.




Por hora, concentremo-nos numa questão:

Seguidamente, pessoas discutindo sobre vida extraterrestre abordam a equação de Drake com todos os seus fatores. Isto é adequado a tratarmos civilizações, não vida extraterrestre, que inclui de primitivíssimas estruturas até formas de vida simplíssimas que teriam passado bilhões de anos em uma "estase evolutiva genérica" não chegando a ser mais que algo parecido com nossos vermes.

Da Wiki PT: Em Biologia, estase significa os períodos, durante a evolução, em que as espécies se mantêm relativamente sem mudanças.

Nós mesmos*, na Terra, passamos centenas de milhões de anos não produzindo mais que bactérias.

*Lembre-se: você é uma bactéria modificada, assim como um cogumelo ou um pé de couve, logo, "nós" é o pronome adequado.



Nível Civilizatório


Percebamos que biologicamente, não diferimos em coisa alguma dos caçadores da África de 200 mil anos atrás. Nenhum de nós hoje pode se afirmar, biologicamente, repito, mais evoluído que os gregos ou romanos, ou o mais inteligente de nossos pensadores e cientistas ser, por ser atual, mais inteligente que um egípcio ou um babilônico.

O que somos, e poderia tecer críticas e análises longas, é mais civilizados, predominantemente num sentido econômico.

Assim, podemos afirmar que após dominar certos recursos naturais, como combustíveis fósseis*, e uma determinada população "crítica", uma civilização extraterrestre não avance em velocidade no tecnológico aos mesmos passos que nós, e também pouco interessa que mesmo que tenha um avanço mais lento, pela sua muito maior idade, alcance níveis que ainda nem sonhamos.

*Havendo vida e geologismos, enterra-se matéria orgânica, e mais cedo ou mais tarde, chega-se a um reserva de carbono em diversas formas moleculares que seja queimáveis numa atmosfera oxidante.

Esta questão de escala da civilização, que incluiria o que poderíamos chamar de moral e algo como "ecológico", um respeito pela existência de outras espécies, e no caso, de exovida, logo, um "exoecológico", um "exoambientalismo".


Escala Econômica




("Independence Day é pouco")


Expliquemos as diferenças que se produziriam no econômico entre duas civilizações com alguns números simples:

Uma civilização que, partindo de uma escala econômica igual a nossa, a razoáveis incrementos de PIB de 1% ao ano, tenha mantido este processo por 1000 anos, desde o dia em que a Europa vivia na Idade Média e o Oriente usava ainda muito bronze, teria hoje um PIB quase 21 mil vezes maior que o nosso. Mesmo a taxas de incremento de apenas 0,1% ao ano, com uma diferença de 10 mil anos, o que os colocaria na mesma proporcionalidade que temos para as tribos erguedoras de menires da enlameada Europa de então, muitos anos ainda antes dos navegadores fenícios e dos construtores de pirâmides, teria uma escala econômica quase 22 mil vezes maior que a nossa. Para uma taxa ainda menor de 0,01%, numa diferença de 100 mil anos, ou seja, nós e caçadores nômades na África, a proporcionalidade seria das mesmas 22 mil vezes nossa capacidade de produção de bens e serviços (perdão pelo linguajar "economiquês").

Imaginemos civilizações com 1 ou 10 milhões de anos, e com taxas mais altas, ou mesmo, no nosso passinho trôpego de 1% ao ano.

Uma civilização de escala econômica de 10 mil vezes a nossa tem num projeto como o Apollo, de conquista - perdão, "pisada" na Lua (na escala de centena de bilhão de dólares dos EUA), os mesmos custos proporcionais de projeto que tem hoje um rico quando compra um caríssimo carro esportivo italiano, na faixa de 10 milhões de dólares.

Por isso tudo...

Uma civilização que seja capaz de transpor a distâncias estelares, ainda mais sem recorrer-se à velocidades de frações significativas da velocidade da luz, teria tanto interesse em ocupar nosso planeta pelos nossos recursos quanto uma navio de cruzeiro de luxo tem de atracar num porto de país miserável e saquear os nativos, em no máximo suas frutas e cabras.

Claro que aqui caberiam questões, novamente, do moral e do que defini de "exoecológico" e termos relacionados.

Por isso acho que por muito tempo, o meu amado cinema jamais conseguiu sequer arranhar a escala econômica de uma civilização "invasora". Chegou-se à brutalidade absoluta do extermínio já na literatura em "Guerra dos Mundos". Chegou-se ao exotismo das formas de vida e métodos em "Invasores de Corpos", mas jamais tocou-se na escala econômica de maneira que diria realista. A minissérie "V", dos anos 80, tinha essa escala gigantesca, mas pecava pela "busca de alimento", que já seria um problema da própria viagem.

Sobre "água", tratarei noutra blogagem.





Aliás, algumas destas bobagens são recorrentes, mesmo em filmes bem produzidos e até contando histórias interessantes, e pretendo em breve tratá-las

Uma coisa adianto, e aqui mostra-se o gênio de H. G. Wells: no filme dos anos 1950 mostra-se o militar apresentando a "estratégia militar" dos marcianos, fazendo arcos onde destroem tudo. Entenda-se, e tal é mostrado nas entrelinhas da versão de Spielberg, que não trata-se de coisa militar alguma, e sim, os marcianos estão ceifando a terra - aliás, a Terra - pois nem de nosso vegetais necessitam, e querem cultivar os deles, e no caso, os humanos já entram na adubação.

Como bem disse Loki no divertidíssimo Os Vingadores: An ant has no quarrel with a boot. (Uma formiga não tem desavenças com uma bota.)

Ou, no atormentado ex-policial Ogilvy de Guerra dos Mundos de Spielberg: This is not a war any more than there's a war between men and maggots... This is an extermination. (Esta não é uma guerra mais do que há uma guerra entre homens e vermes ... Este é um extermínio.)

Mas não nos preocupemos...

Civilizações capazes de produzir os recursos e a energia** para transpor estas distâncias devem levar seus mundos consigo, em escalas de cidades, já Carl Sagan apresentava em Cosmos, e ali, com questões de engenharia que não nos são impossíveis, nem muito menos quebrando leis da Física, apenas, na nossa escala econômica, ainda muito distantes.

Recomendo: Bussard ramjet

**Pode-se estabelecer um balanço entre recursos e energia, quando coloca-se que maiores velocidades implicam em enormes energias, e menores velocidades, em escala de engenharia no limite do imaginável.

Disto, temos que um civilização se interesse muito mais por construir mundos que exterminar formiguinhas interessante em seu mundinho movido por muito anos quanto muito por energia nuclear, mesmo de fusão, e suas jornadinhas até mundinhos próximos, por sinal, com mais recursos a serem explorado que o mundinho onde fica o formigueiro.

Quanto a energia, basta lembrar que recebemos de uma estrela, e qualquer sistema planetário assim o é, apenas a sombra que produzimos, de onde podemos concluir que em termos de energia, o que define um sistema planetário e sua estrela é um enorme desperdício de energia iluminando outras estrelas e um bocado de espaço que nem precisa dela.

Sei o quanto tem sido criticada a atual divulgação científica desta revista, mas vale até para entender os próximos conceitos:  Captar energia das estrelas
                                                                 community.playstarbound.com


Talvez sejamos nós, no futuro, com nossa natureza de chimpanzé carniceiro, que venhamos a ser os invasores de alguma pacata e mais atrasada civilização.

O diabo é um otimista se acredita que pode piorar as pessoas. - Karl Kraus, novamente.

7 comentários:

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